Bitcoin sobe 3% em meio a conflito entre EUA e Irã

Há 1 hora Atualizado Há 52 minutos

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Moedas douradas com símbolo do Bitcoin posicionadas entre as bandeiras dos Estados Unidos e do Irã, separadas por uma rachadura.

Destaques

  • Bitcoin se mantém acima de US$ 67 mil, mas enfrenta resistência próxima a US$ 70 mil.
  • Conflito EUA-Irã aumenta volatilidade e demanda por criptoativos.
  • Produtos de investimento em Bitcoin receberam US$ 881 milhões em uma semana.

O conflito entre Estados Unidos e Irã entrou em seu quarto dia consecutivo nesta terça-feira, intensificando as tensões geopolíticas nos mercados globais. Em resposta, o Bitcoin registrou alta de mais de 3%, ultrapassando os US$ 67.000 (aproximadamente R$ 386.000) e chegando brevemente a US$ 68.500 (R$ 394.000).

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O mercado de criptomoedas na totalidade também avançou. O Ethereum (ETH) operava acima de US$ 1.900 (R$ 10.900), com ganho de 2%, enquanto o valor total do mercado cripto atingiu US$ 2,33 trilhões (R$ 13,4 trilhões). Outras criptomoedas como XRP, Solana e Dogecoin também registraram leves altas.

Contexto do conflito entre EUA e Irã

O confronto teve início em 28 de fevereiro de 2026, após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos israelenses e bases americanas em países do Golfo Pérsico.

Além disso, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, o que aumentou os temores de instabilidade econômica global. Os Estados Unidos reportaram baixas militares, e autoridades indicaram que as operações podem durar de quatro a cinco semanas.

O presidente Donald Trump alertou que novos ataques iranianos poderão resultar em respostas mais intensas das forças americanas. O Departamento de Estado ordenou a evacuação de postos diplomáticos no Oriente Médio.

Produtos de investimento em Bitcoin atraem US$ 881 milhões

De acordo com o relatório semanal da CoinShares, gestora de ativos digitais, os produtos de investimento em criptomoedas receberam US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) em aportes durante a semana. Desse total, US$ 881 milhões (R$ 5,07 bilhões) foram direcionados para produtos baseados em Bitcoin.

Os dados refletem a demanda institucional por exposição regulada ao mercado cripto, mesmo em cenários de incerteza geopolítica. Produtos baseados em Ethereum também registraram entradas de US$ 117 milhões (R$ 673 milhões).

Análise técnica: Bitcoin enfrenta resistência em US$ 70 mil

O Bitcoin atingiu US$ 67.508 (R$ 388.700), mas enfrenta forte resistência nas regiões de US$ 70.000 e US$ 72.000. Rejeições consecutivas nesses níveis indicam pressão vendedora significativa.

O indicador MACD (Moving Average Convergence Divergence) apresentou um cruzamento positivo recente, porém o momentum desacelerou, com o histograma retornando a níveis neutros. Já o CMF (Chaikin Money Flow) permanece ligeiramente acima de zero, sinalizando entrada moderada de capital.

Para retomar o impulso de alta, o Bitcoin precisa romper de forma consistente os US$ 70.000. Uma superação dos US$ 72.000 poderia abrir caminho para o próximo alvo em US$ 75.000 (R$ 431.700).

Por outro lado, caso a pressão vendedora se intensifique, o preço pode revisitar o suporte de US$ 65.000 (R$ 374.100). Uma queda abaixo desse nível pode levar o ativo a US$ 62.000 (R$ 356.900), região onde houve demanda anterior.

Gráfico de velas do par BTC/USDT com indicadores MACD e CMF, mostrando resistência em US$ 70 mil e suporte em US$ 65 mil.
Análise técnica do Bitcoin mostra resistência em US$ 70 mil e suporte em US$ 65 mil.

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