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ETF outflows e liquidações: o que esperar do bitcoin até 2027?; Análise

Há 1 hora
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Ilustração 3D da moeda de bitcoin sobre fundo vermelho com setas de gráfico indicando queda de preço.

Destaques

  • Bitcoin ETFs registraram 11 dias consecutivos de saídas líquidas, totalizando US$ 3,45 bilhões, o que aumentou a pressão vendedora no mercado.
  • O preço do bitcoin caiu mais de 5%, rompendo suportes importantes e desencadeando liquidações em cadeia.
  • Arthur Hayes projeta que o bitcoin pode chegar a US$ 750 mil até 2027.

O bitcoin enfrenta pressão renovada em meio a saídas dos ETFs à vista, menor apetite de risco e liquidações alavancadas, o que reacendeu o velho rumor de que “o bitcoin está morto”. Historicamente, porém, esses prognósticos ressurgem justamente nos momentos de correção — e o ativo tem superado todos eles.

ETF outflows e liquidações pressionam o bitcoin

A queda recente do bitcoin parece estar ligada à pressão vendedora institucional. Os ETFs de bitcoin registraram 11 dias consecutivos de saídas líquidas, somando US$ 3,45 bilhões — volume suficiente para abalar a estrutura de preços do BTC, que depende da continuidade dos aportes para sustentar as cotações.

Além disso, o rompimento de níveis de suporte forçou traders alavancados a encerrar posições compradas, criando um ciclo de baixa autossustentável. Do ponto de vista técnico, a manutenção do intervalo entre US$ 67 mil e US$ 68,7 mil é essencial para evitar um recuo à faixa dos US$ 65 mil. Por outro lado, uma recuperação acima de US$ 72 mil poderia inverter o momentum de baixa no curto prazo.

Previsão: "O Bitcoin está morto" vai acabar em 2027?

Fonte: Sosovalue

Por que a narrativa “o bitcoin está morto” pode perder força até 2027

Desde 2010, segundo o BitcoinDeaths, o bitcoin já foi declarado morto mais de 470 vezes — a primeira vez quando o ativo era negociado a cerca de US$ 0,11. Mesmo assim, a rede permaneceu em operação a cada ciclo de baixa.

O cenário atual é, no entanto, estruturalmente diferente dos anteriores. A criação de ETFs à vista, a entrada de capital institucional e o surgimento de produtos regulamentados tornaram o bitcoin progressivamente menos marginal. Somada a isso, a oferta máxima de 21 milhões de unidades — reforçada pelo halving de abril de 2024, que reduziu a recompensa por bloco de 6,25 para 3,125 BTC — sustenta o argumento de escassez no longo prazo.

Projeção de Arthur Hayes: bitcoin a US$ 750 mil em 2027

Entre as previsões mais otimistas para este ciclo está a de Arthur Hayes, ex-CEO da exchange BitMEX. Hayes projeta que o bitcoin pode atingir US$ 250 mil em 2026 e US$ 750 mil até 2027, impulsionado pela expansão de liquidez global e pela política monetária agressiva do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

🖨️ MAIS INFLUENTE: @CryptoHayes prevê bitcoin entre US$ 500 mil e US$ 750 mil, argumentando que 2026-27 será o “núcleo da impressão de dinheiro” sob o governo Trump. pic.twitter.com/LCi9B0kpCg

— CoinDesk (@CoinDesk) 25 de dezembro de 2025

Em sua análise, o temor pela desvalorização das moedas fiduciárias deve direcionar cada vez mais investidores ao bitcoin. Nesse contexto, a narrativa de “o bitcoin está morto” pode persistir em momentos de queda, mas tende a perder influência à medida que o ativo se consolida como parte da estrutura financeira tradicional.

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