Ouro sobe 7% e Bitcoin atinge US$ 73 mil

Destaques
- Ouro sobe 7% e prata dispara 13% após quedas significativas recentes;
- Bitcoin oscila em torno de US$ 78 mil buscando estabilidade no mercado;
- Metais preciosos atraem investidores preocupados com questões inflacionárias.
Os preços do ouro e da prata registraram uma forte recuperação nesta terça-feira(03/02), após um período turbulento marcado por vendas expressivas. Após sofrerem perdas significativas nos últimos dias, os metais preciosos protagonizaram uma retomada impressionante que também trouxe sinais de estabilidade para o Bitcoin, que oscilou em torno de US$ 78 mil.
Ambos os metais dispararam, com o ouro aumentando 7% e a prata subindo 13% em apenas um dia. Esse aumento súbito nos preços restaurou a confiança dos investidores e devolveu ações globais e fundos investidos nesses ativos para território positivo.
Atualmente, o ouro é negociado na faixa dos US$ 4.900 por onça, enquanto a prata recuperou-se para US$ 83,98 por onça, reconquistando terreno perdido após uma queda drástica que levou ambos os metais às mínimas de várias semanas. Na sexta-feira, o ouro havia caído quase 10% e a prata despencou 30%, registrando o pior desempenho em mais de 40 anos.
No entanto, as compras retornaram nesta terça-feira, impulsionadas por investidores que aproveitaram a oportunidade para adquirir os metais a preços mais favoráveis.
Ouro e prata: recuperação em meio à incerteza do mercado
A reversão acentuada nos preços do ouro e da prata ocorreu após um período de forte volatilidade no mercado. A notícia de que Kevin Warsh foi indicado como novo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) contribuiu para a queda anterior.
Sua possível nomeação gerou dúvidas sobre condições financeiras mais rigorosas, com investidores preocupados com potenciais aumentos nas taxas de juros. Essa incerteza pressionou os preços dos metais preciosos, especialmente após o aumento das margens pelo CME Group, que provocou vendas forçadas nos mercados futuros.

Apesar disso, ouro e prata demonstraram resiliência. O ouro registrou seu maior aumento mensal em uma década, subindo 13% em janeiro, enquanto a prata disparou 19%. Ambos os metais conseguiram recuperar parte de suas perdas na terça-feira, sustentados pelo retorno do poder de compra.
A prata à vista atingiu US$ 81,61 por onça, ainda abaixo de sua máxima recorde de US$ 121,64 alcançada na quinta-feira passada, mas significativamente superior às mínimas tocadas nos últimos dias.
Bitcoin busca recuperação após queda recente
Enquanto ouro e prata reconsideram suas posições, o mercado de criptomoedas também apresenta sinais de recuperação. O Bitcoin, que vinha oscilando nas últimas semanas, ganhou 3% na terça-feira. Porém, ganhou nova queda, atingindo os US$ 73 mil no momento desta publicação.
No início da manhã, tivemos um movimento (abaixo) que representou uma recuperação após uma queda significativa de 12% na semana anterior, levantando questionamentos sobre se o Bitcoin conseguirá sustentar uma recuperação mais robusta.

O mercado mais amplo de criptomoedas também apresenta leve aumento, totalizando US$ 2,63 trilhões em capitalização. Esse movimento se deve principalmente a um rally de alívio após condições de sobrevenda recentes e implicações institucionais favoráveis. Na segunda-feira (02/02), os exchange-traded funds (ETFs) de Bitcoin receberam uma grande entrada de capital no valor de US$ 561,89 milhões, revertendo uma série de saídas que vinham pressionando o mercado nos últimos dias.
Analistas técnicos sugerem que, caso o Bitcoin demonstre força, poderá avançar em direção ao nível crítico de US$ 80 mil. Uma consolidação acima desse patamar poderia resultar em nova alta até US$ 90.600.
No entanto, uma falha em sustentar o momento de alta pode levar a um declínio adicional, com pressão em torno de US$ 73 mil (que é o que estamos presenciando neste momento).