Por que o Bitcoin, considerado ‘ouro digital’, não sobe enquanto o ouro se aproxima de US$ 5.000

Há 2 horas
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Sou editor na localização brasileira CoinGape Media desde 2024 e possuo experiência em conteúdo, marketing e SEO para a indústria de criptomoedas e Web3 desde 2017. Como editor, sou responsável pela curadoria dos conteúdos publicados, sua revisão e verificação. Anteriormente, contribuí como PR Associate para a extinta ICOBox, colaborando na elaboração de press releases de diversos projetos de criptomoedas para o público brasileiro e internacional. Lá, dezenas análises sobre o mercado cripto foram publicadas para fomentar conhecimento ao público brasileiro. Em seguida, atuei como Marketing Strategy Advisor para a PointPay nos estágios iniciais da exchange, com foco em sua expansão internacional. Depois, colaborei com a localização brasileira do BeInCrypto como estrategista de conteúdo. Lá, também ofereci suporte ao time editorial local e internacional, incluindo a elaboração de artigos sobre criptoativos, análises de tokens, entre outros formatos de conteúdo. Para além do mercado de criptoativos, colaborei com publicações em outros portais de mídia, como: Empreendedor.com, Hostgator, Vitamina Publicitária e Profissas. Ainda atuei como parte do time de audiência do Jornal O Povo. Em 2024, participei como coautor do capítulo de SEO do Web Almanac e fui eleito como um dos 40 profissionais de SEO para se seguir pela Niara. Em nossa cobertura, priorizamos a análise de criptomoedas, principalmente Bitcoin, altcoins e memecoins. Além disso, cobrimos o noticiário diário sobre criptoativos.
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Destaques

  • Bitcoin cai para US$ 89.588 enquanto ouro atinge recorde acima de US$ 4.900;
  • Analistas apontam diferença de confiança e maturidade entre os ativos;
  • Títulos do Tesouro e expectativas do Fed podem definir próxima direção do BTC.

Bitcoin (BTC) recuou abaixo da zona de suporte de US$ 90.000 e operava próximo a US$ 89.588 no momento da publicação. A queda ocorreu após uma breve tentativa de rompimento altista na semana passada. Por outro lado, o ouro atingiu uma máxima histórica acima de US$ 4.900 por onça no mesmo período. Esse cenário reforça as diferenças entre dois ativos frequentemente comparados como reservas de valor.

Bitcoin e ouro divergem em momento de incerteza macro

O analista Lancaster.ETH destacou em publicação no X a divergência no desempenho atual entre Bitcoin e ouro. Segundo ele, ambos os ativos compartilham narrativas semelhantes, porém apenas o ouro estabelece novos recordes históricos. O analista argumenta que essa diferença revela o que investidores aprendem durante períodos de incerteza macroeconômica.

O ouro, conforme explica Lancaster, possui reconhecimento e aceitação consolidados ao longo de séculos. Em contrapartida, muitos participantes do mercado ainda estão aprendendo sobre o Bitcoin. Essa lacuna de conhecimento, segundo o analista, pode acelerar vendas quando o medo se espalha pelo mercado.

O metal precioso demonstra capacidade defensiva em ciclos incertos devido à sua reputação construída ao longo de múltiplos séculos. Já o Bitcoin existe há pouco mais de uma década e depende fortemente de narrativas emergentes. Lancaster enfatiza que essa diferença não representa falha estrutural, mas sim um conceito em desenvolvimento.

Conforto e clareza tendem a dominar o comportamento dos investidores. O analista afirma que as pessoas vendem aquilo que temem e compram o que conhecem. Nesse sentido, o Bitcoin atravessa sua fase de construção de confiança, o que não invalida seu potencial estrutural. Assim, o ouro e prata subiram sob ameaça das tarifas de Trump sobre importações de oito nações europeias. Enquanto o ouro registrou novos recordes, o BTC “apagou” a maioria dos ganhos anuais após a ameaça tarifária.

Títulos e dólar podem determinar próximo movimento do Bitcoin

O analista Merlijn The Trader escreveu em publicação no X que o mundo tradicional ainda controla os fluxos de capital nesta fase. Prata e ouro acumularam altas, enquanto o Bitcoin ficou para trás.

Sua análise sugere que esse arranjo será modificado, uma vez que o atual choque macroeconômico diminua. O estresse nos títulos do Tesouro, segundo ele, pode impor alívio de liquidez, queda de rendimentos e desvalorização cambial. Essas circunstâncias foram caracterizadas como terreno fértil para o próximo ciclo de alta das criptomoedas. Merlijn observa que tais fatores normalmente impulsionam rotações de mercado antes de se materializarem nos preços das criptomoedas.

Apesar disso, o analista Jacob King argumentou em publicação no X que o capital está saindo de ativos especulativos e migrando para metais. King alega que o Bitcoin carece de utilidade clara no clima atual. Segundo ele, o ativo não protege investidores contra choques tarifários, instabilidade cambial ou estresse econômico mais amplo. King descreve o movimento como saída de capital do Bitcoin, não uma pausa temporária.

O ambiente macroeconômico mais amplo também foi atribuído à força do ouro. Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, mencionou fricção geopolítica e enfraquecimento do dólar. Expectativas de flexibilização do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para o ano atual também foram citadas como força econômica importante.

Dados de inflação igualmente influenciam expectativas sobre taxas de juros. A inflação PCE dos EUA de novembro registrou 2,8% em termos anuais, conforme esperado. A taxa de inflação mensal aumentou 0,2%, alinhada com as previsões.

O PCE núcleo (Personal Consumption Expenditures, índice de despesas de consumo pessoal) registrou resultados comparáveis de 2,8% anual e 0,2% mensal. A consistência dos números mantém o foco do mercado em quando e quanto o Fed vai flexibilizar sua política monetária. O apetite por risco nas diferentes classes de ativos continua concentrado nas expectativas de política econômica.

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