Por que Robert Kiyosaki diz não se importar se os preços do Bitcoin ou ouro sobem ou descem

Destaques
- Kiyosaki foca em tendências de longo prazo, não em flutuações diárias de preço
- Estratégia de investimento baseada em proteção contra turbulência econômica e dívida crescente
- Bitcoin e ouro são vistos como proteção contra crises financeiras
O investidor e educador financeiro Robert Kiyosaki afirmou recentemente que não se preocupa com as oscilações de curto prazo nos preços do Bitcoin e do ouro. Enquanto o Bitcoin enfrenta dificuldades para se recuperar acima dos US$ 90.000 após um mercado baixista, e o ouro atinge novos recordes históricos próximos a US$ 5.000 por onça, Kiyosaki mantém sua filosofia de investimento focada no longo prazo.
Atualmente, o Bitcoin opera em torno de US$ 89.000, registrando queda de 0,89% nas últimas 24 horas e de 6,89% na semana anterior. Por outro lado, o ouro demonstra forte momento em US$ 4.915, após uma valorização de quatro dias consecutivos e um pico histórico de US$ 4.967.
Robert Kiyosaki: por que os preços do Bitcoin e ouro não são uma preocupação
Em publicação nas redes sociais, Kiyosaki esclareceu que sua perspectiva é influenciada por tendências econômicas macro, incluindo o aumento da dívida nacional dos Estados Unidos e o declínio do poder de compra do dólar. Segundo ele, esses fatores tornam as flutuações de preço de curto prazo insignificantes para sua política de investimento.
O autor criticou duramente a liderança do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e do Departamento do Tesouro dos EUA, classificando-os como “PhDs altamente educados, mas incompetentes”. Para Kiyosaki, as políticas dessas instituições são prejudiciais à economia.
Apesar disso, ele recomenda investimentos em ouro, prata, Bitcoin e Ethereum. Kiyosaki considera esses ativos como proteção contra a volatilidade dos sistemas financeiros convencionais, mantendo sempre uma visão orientada ao longo prazo.

Bitcoin enfrenta retração enquanto ouro atinge novas máximas
O Bitcoin e o ouro têm registrado movimentos de mercado significativos recentemente, refletindo diferentes sentimentos dos investidores. O preço do Bitcoin caiu para US$ 89.322, marcando uma diminuição de 0,27% após uma semana de correção de mercado, que seguiu um rally que brevemente elevou o preço acima de US$ 95.000.
Essa desaceleração impactou o mercado cripto como um todo, com a capitalização total próxima de atingir um novo patamar abaixo da marca de US$ 3 trilhões. Além disso, o Índice de Medo e Ganância das Criptomoedas (Crypto Fear & Greed Index) caiu para o nível de medo extremo de 24, em comparação com 49 da semana anterior, quando estava em nível neutro.
Fatores externos também adicionaram pressão ao Bitcoin, incluindo as recentes tarifas anunciadas. Embora o presidente Trump tenha recuado sobre tarifas associadas à Groenlândia, a incerteza permanece. O preço do Bitcoin pode cair para níveis ainda mais baixos, potencialmente atingindo US$ 87.000 ou até US$ 85.000, caso a pressão baixista continue.
No entanto, existe a possibilidade de reversão para momento altista, com potencial de alta para US$ 90.000 ou além. Segundo dados da SoSoValue, os ETFs spot de Bitcoin dos EUA sofreram as maiores saídas semanais desde novembro, totalizando US$ 1,22 bilhão.

Ouro pode atingir US$ 5.000 em breve?
Em contraste, o preço do ouro alcançou novos recordes, com cotações ultrapassando US$ 4.900 pela primeira vez. O ouro spot subiu quase 2%, atingindo US$ 4.954 por onça.
Essa força também se refletiu na prata, que aumentou 3% para atingir uma máxima de US$ 96,57 por onça. Durante esses eventos, o ouro permanece vigoroso, ganhando momento sob forte pressão de investidores.
Em conclusão, Robert Kiyosaki não se preocupa com flutuações de curto prazo nos preços do Bitcoin e do ouro. Ele concentra sua atenção em tendências econômicas de longo prazo, como o aumento da dívida e a desvalorização do dólar, defendendo esses ativos como proteção contra a incerteza econômica e políticas governamentais inadequadas.

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