Preços de Bitcoin e ouro sobem com crise na Venezuela e busca por ativos de refúgio

Destaques
- Bitcoin e ouro registram alta em meio à escalada da crise política na Venezuela;
- ETFs de Bitcoin lideram maior entrada de capital desde outubro, com BlackRock à frente;
- Expectativa de corte de juros pelo Fed e desvalorização do dólar impulsionam ativos alternativos.
A intensificação da crise política na Venezuela tem levado investidores a buscar refúgio em ativos digitais e tradicionais como o Bitcoin e o ouro. Ambos registraram valorização significativa nesta semana, em um movimento que reflete a crescente incerteza geopolítica no mercado global. Com a prisão do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas e sua declaração de inocência às acusações de narcoterrorismo, o cenário de tensão diplomática se aprofunda.
O mercado de criptomoedas respondeu positivamente ao clima de instabilidade, registrando alta de 1,39% nas últimas 24 horas e acumulando ganhos de 8,23% na última semana. A demanda por reservas alternativas de valor segue crescendo, impulsionada não apenas pela situação venezuelana, mas também pelo enfraquecimento do dólar americano e pelas expectativas de redução nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) em 2026.
Gestoras de ETFs (Exchange Traded Funds) de Bitcoin, com destaque para a BlackRock, adicionaram US$ 694 milhões em exposição ao ativo digital, marcando o maior volume de entrada desde outubro. Esse movimento sinaliza o renovado interesse institucional pela criptomoeda como proteção contra volatilidade econômica.

Bitcoin e ouro: valorização impulsionada por tensões na Venezuela
A crise na Venezuela tem adicionado uma camada extra de risco geopolítico aos mercados, tornando tanto o Bitcoin quanto o ouro particularmente atrativos para investidores avessos ao risco. Na terça-feira, o Bitcoin manteve-se consistentemente acima de US$ 93 mil, enquanto o ouro atingiu seu pico semanal de US$ 2.450 por onça.
A prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos transformou o país em um importante catalisador de sentimento de mercado. Após sua declaração de inocência na segunda-feira às acusações de narcoterrorismo, iniciou-se uma disputa jurídica e diplomática de proporções consideráveis. A expectativa de um conflito prolongado tem direcionado capital para ativos historicamente considerados seguros em momentos de crise.
O movimento ascendente de ambos os ativos reflete não apenas a situação venezuelana, mas também a combinação de fatores macroeconômicos favoráveis. A política monetária esperada do Fed, com possíveis cortes nas taxas de juros ao longo de 2026, somada à desvalorização do dólar, cria um ambiente propício para ativos que funcionam como reserva de valor em períodos de incerteza econômica.
Bitcoin pode testar os US$ 100 mil com tendência altista em formação
O forte movimento do Bitcoin acima dos US$ 93 mil reacendeu projeções otimistas de longo prazo entre analistas e investidores. Caso a pressão compradora se mantenha nos níveis atuais, a criptomoeda pode em breve testar novamente a marca de US$ 95 mil e, potencialmente, romper a barreira psicológica dos US$ 100 mil.
Os indicadores técnicos sugerem formação de uma tendência altista consistente, sustentada tanto por fatores geopolíticos quanto por fundamentos macroeconômicos. A entrada renovada de capital institucional através dos ETFs de Bitcoin, liderada por gigantes como a BlackRock, adiciona credibilidade ao movimento de alta e sugere que investidores profissionais estão posicionando-se para um cenário de valorização contínua.
O contexto atual, marcado pela instabilidade política na Venezuela e pela expectativa de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, cria um cenário favorável para que o Bitcoin continue sua trajetória ascendente. Entretanto, investidores devem permanecer atentos aos desdobramentos da crise venezuelana e às decisões de política monetária do Fed, que podem impactar significativamente a dinâmica do mercado de criptomoedas nos próximos meses.
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