Bitcoin sobe após Irã adotar BTC em taxas de pedágio no Estreito de Ormuz

abril 8, 2026 Atualizado abril 8, 2026
Expertise : SEO, Ciência de Dados, Marketing de Conteúdo, Criptomoedas, Web3
Editor para a localização brasileira CoinGape Media desde 2024. Possui mais de 10 anos de experiência em conteúdo, marketing e SEO para a indústria de criptomoedas e Web3 (desde 2017). Como editor, ele é responsável pela curadoria dos conteúdos publicados, sua revisão e verificação. Anteriormente, contribuiu como PR Associate para a extinta ICOBox, atuando na elaboração de press releases de diversos projetos de criptomoedas (ICOs) para o público brasileiro e internacional. Também colaborou como Marketing Strategy Advisor para a PointPay nos estágios iniciais da exchange, com foco em sua expansão internacional. Depois, colaborou com a localização brasileira do BeInCrypto como estrategista de conteúdo, fornecendo suporte aos times editoriais local e internacional, análises de formatos de conteúdo, criação e gerenciamento de artigos, SEO técnico, entre outros. Para além do mercado de criptoativos, colaborou com publicações em outros portais de mídia, como: Empreendedor.com, Hostgator, Vitamina Publicitária e Profissas. Também atuou como parte do time de audiência do Jornal O Povo, coordenador de SEO do GetNinjas e Country Manager na StarOfService. Em 2024, participou como coautor do capítulo de SEO do Web Almanac e foi eleito como um dos 40 profissionais de SEO para se seguir pela Niara (também em 2025). Em nossa cobertura, priorizamos a análise de criptomoedas, principalmente Bitcoin, altcoins e memecoins. Além disso, cobrimos o noticiário diário sobre criptoativos.
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A CoinGape cobre a indústria de criptomoedas desde 2017. Seu objetivo é o de fornecer insights informativos aos nossos leitores. Nossos analistas trazem anos de experiência em análise de mercado e tecnologia blockchain para garantir precisão factual e reportagem equilibrada. Seguindo nossa Política Editorial, nossos redatores verificam cada fonte, checam os fatos de cada matéria, confiam em fontes respeitáveis e atribuem citações e mídia corretamente. Também seguimos uma Metodologia de Revisão rigorosa ao avaliar corretoras e ferramentas. Desde projetos emergentes de blockchain e lançamentos de moedas até eventos do setor e desenvolvimentos técnicos, cobrimos todas as facetas do espaço de ativos digitais com compromisso com informações oportunas e relevantes.
Ilustração com a bandeira do Irã ao fundo, moedas douradas e gráfico em queda em vermelho, representando o impacto das criptomoedas na economia iraniana.

Destaques

  • O Irã passou a exigir o pagamento de taxas de trânsito no Estreito de Ormuz em Bitcoin, o que pode impulsionar a demanda pela criptomoeda.
  • O governo iraniano pretende usar o BTC para contornar sanções internacionais e evitar o confisco de recursos.
  • O gráfico diário do BTC aponta para um padrão gráfico de fundo arredondado, com alvo em US$ 86 mil, caso a resistência em US$ 74,8 mil seja rompida.

O Irã está exigindo que embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz paguem suas taxas de trânsito em Bitcoin. Segundo reportagem do Financial Times, o porta-voz da União dos Exportadores de Produtos de Petróleo, Gás e Petroquímicos do Irã, Hamid Hoseinni, confirmou que o Bitcoin é o meio de pagamento autorizado para essa cobrança.

De acordo com Hoseinni, as empresas de navegação devem pagar US$ 1 por barril de petróleo ou US$ 2 milhões por embarcação. Caso os pagamentos sejam feitos em Bitcoin, a demanda pelo ativo tende a crescer de forma expressiva. Segundo ele, após o Irã confirmar o e-mail e concluir sua avaliação, os navios recebem um prazo para efetuar o pagamento em Bitcoin, garantindo que a transação não possa ser rastreada ou confiscada em razão das sanções.

O comentarista de criptomoedas Lark Davis estima que 20 milhões de barris de petróleo passam diariamente pelo Estreito de Ormuz. Isso significa que a região pode movimentar potencialmente US$ 2 milhões em BTC a cada dia — volume equivalente a 270 vezes a compra diária de 1 BTC que El Salvador realiza.

No contexto geopolítico, as tensões entre Estados Unidos e Irã têm gerado volatilidade no preço do Bitcoin. Após o presidente Donald Trump sinalizar um cessar-fogo de duas semanas, o BTC subiu e sustentou parte dos ganhos. No entanto, o pico registrado no gráfico das últimas 24 horas reflete diretamente a reação do mercado ao anúncio iraniano: o ativo chegou a US$ 72,5 mil antes de recuar. No momento de publicação deste artigo, o BTC era negociado a US$ 71.121,49, com queda de 1,19% nas últimas 24 horas, capitalização de mercado de US$ 1,42 trilhão e volume diário de US$ 41,77 bilhões.

Bitcoin pode mirar US$ 86 mil, caso padrão gráfico se confirme

O gráfico diário indica que, desde 30 de março, o Bitcoin vinha registrando uma recuperação consistente, com o preço saltando de US$ 66.797 para acima de US$ 70 mil, impulsionado pela redução das tensões geopolíticas e pelo retorno do ímpeto comprador.

Essa recuperação formou um padrão gráfico conhecido como rounding bottom (fundo arredondado), que se consolidará caso o BTC teste a resistência em US$ 74.884. Se esse nível for rompido e convertido em suporte, o próximo movimento de alta pode representar uma valorização de mais de 15%, com alvo em US$ 86.133 — o que reforça uma perspectiva positiva de longo prazo para o Bitcoin.

Gráfico diário do Bitcoin no TradingView mostrando padrão de fundo arredondado, com resistência em US$ 74.884 e alvo projetado em US$ 86.133.
O gráfico diário do BTC exibe um padrão de fundo arredondado (rounding bottom) formado entre março e abril de 2026, com alvo de valorização de 15% caso a resistência em US$ 74.884 seja rompida.

O RSI (Índice de Força Relativa) em 55 sugere que a recuperação ainda tem espaço para continuar, uma vez que o momentum segue positivo. Ainda assim, a leve queda do indicador indica que parte dos compradores que entraram durante a alta pode estar realizando lucros.

Por outro lado, o ADX (Average Directional Index, ou Índice Direcional Médio) apresenta uma perspectiva menos favorável. A inclinação descendente do indicador sinaliza que a tendência de alta iniciada em 30 de março ainda não tem força suficiente. Dessa forma, uma reversão de baixa permanece como cenário possível, o que poderia impedir o rompimento da resistência em US$ 74.884.

Nota: Última atualização após correção no título do artigo.

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