Bitcoin oscila entre US$ 75,5 mil e US$ 76,8 mil após dados de emprego dos EUA

O bitcoin enfrentou uma sessão instável nesta quinta-feira, depois que novos dados do mercado de trabalho dos EUA mostraram queda expressiva nos pedidos semanais de auxílio-desemprego. O resultado reacendeu dúvidas sobre como o relatório pode influenciar a trajetória de juros do Federal Reserve (Fed) após o recente aumento da taxa básica.
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA despencam
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram 10 mil, para 196 mil, na semana encerrada em 12 de setembro, segundo dados do Departamento do Trabalho norte-americano. O número ficou bem abaixo da previsão de 207 mil e também menor que os 206 mil da semana anterior. Além disso, a média móvel de quatro semanas recuou para 203.250.
Pedidos de auxílio-desemprego mais baixos são vistos como um sinal hawkish para o Fed, já que indicam um mercado de trabalho mais saudável e menos demissões. Isso importa porque o banco central tem menos motivos para temer que os juros altos estejam enfraquecendo o emprego, podendo assim manter as taxas elevadas — ou até elevá-las novamente — no combate à inflação. O Departamento do Trabalho também classifica os pedidos iniciais como um indicador econômico antecedente, embora alerte que os números semanais podem ser voláteis.
Essa relação se tornou ainda mais relevante depois da decisão do FOMC na quarta-feira. A decisão do Fed de elevar sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para a faixa entre 3,75% e 4,00%, foi motivada pelo crescimento econômico robusto, pelo forte consumo interno e pela inflação elevada. O banco central também destacou que o crescimento do emprego está em nível compatível com o tamanho da força de trabalho.
As projeções mais recentes do Fed apontam para mais um aumento ainda este ano, com a taxa básica de juros (federal funds rate) mediana prevista para o fim do ano em 4,1%. Os dados robustos do mercado de trabalho reforçam a visão dos formuladores de política monetária de que a inflação pode não recuar rápido o suficiente para permitir um afrouxamento confortável da política monetária. Por isso, dados de emprego tão hawkish nos EUA podem pressionar ativos de risco, como o bitcoin e o mercado cripto como um todo.
O Goldman Sachs já mudou de posição. O banco passou a prever mais uma alta de 25 pontos-base neste ano, em vez de apenas uma, como projetava anteriormente. A revisão veio depois que os formuladores de política monetária deram sinais mistos sobre a necessidade de novos apertos para trazer a inflação de volta à meta de 2% do Fed.
Qual é o próximo passo para o Bitcoin?
Nesse cenário, o bitcoin chegou a subir 1,25%, para US$ 76.800, logo após a divulgação dos dados de emprego. Em seguida, o preço do BTC recuou e passou a ser negociado perto de US$ 76.051 no momento da publicação, uma queda de 1% em relação a uma hora antes.

Analistas técnicos já monitoram possíveis níveis de resistência. Antes da queda, o analista Ted Pillows escreveu na rede X: “o $BTC está a apenas um god candle de distância de atingir uma nova máxima superior.”
Sua análise de gráficos mostrou que bitcoin, ethereum e solana testam novas máximas superiores (higher-highs). A faixa relevante de máxima superior do bitcoin ficava em torno de US$ 82 mil, enquanto os gráficos de ethereum e solana também exibiam movimentos semelhantes.

Enquanto isso, Michaël van de Poppe apontou certa resistência na faixa de preço atual do bitcoin. Segundo seu gráfico, o BTC saltou do nível de US$ 75.584, mas se aproximava de uma zona de suporte/resistência por volta de US$ 77.500, seguida por uma zona de resistência maior entre US$ 80.500 e US$ 81.200.
Poppe concluiu: “o bitcoin enfrenta resistência aqui. Para ver algum ganho de momentum, seria preciso romper essa resistência — e então estaríamos a caminho das máximas.”
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