‘Criptomoeda do Café’ Sobe 36% e Movimenta R$ 1 Milhão em Minas Gerais


Coffee Coin movimenta R$ 1 milhão no mercado

‘Criptomoeda do Café’ Sobe 36% e Movimenta R$ 1 Milhão em Minas Gerais

  • Preço da Coffee Coin subiu 36,6% no mercado no mês de junho de 2021
  • Primeiro mês da “criptomoeda do café” resultou em R$ 1 milhão em transações
  • Geada e clima frio colaboraram para aumento de preço da stablecoin, que subiu mais que a commodity 

Desde 2018 Minas Gerais possui um projeto de criptomoeda com lastro em café – chamada Coffee Coin (COFBR) – que movimenta a economia no sul do estado através de pequenos produtores organizados em uma cooperativa.

Considerada a primeira stablecoin com preço atrelado ao commodity, a moeda digital foi criada pela cooperativa Minasul e movimentou R$ 1 milhão desde o seu recente lançamento no mercado, de acordo com a Folha.

Além disso, no último mês o preço da Coffee Coin simplesmente disparou no mercado, com uma valorização acumulada de aproximadamente 37%. Essa valorização superou até mesmo o preço do café negociado no mercado financeiro tradicional.

Coffee Coin movimenta R$ 1 milhão

Em apenas um mês, o mercado cafeeiro do sul de Minas Gerais movimentou R$ 1 milhão de reais através da moeda digital desenvolvida pela cooperativa Minasul, que possui mais de seis mil membros.

No total, dez mil unidades da COFBR foram emitidas pela cooperativa e estão em circulação no mercado desde o lançamento das negociações no início de julho de 2021.

Essa oferta inicial equivale a R$ 163 mil, considerando o preço da Coffee Coin nesta terça-feira (3). De acordo com a Minasul, a cooperativa possui cerca de 60 toneladas de café estocados, o que garante o lastro da criptomoeda na produção de café.

Ou seja, com o estoque de café da cooperativa, mais 50 mil unidades da COFBR podem ser emitidas pela Minasul, que já garantiu o lastro em café para a nova emissão da stablecoin.

Assim, considerando a emissão total de 60 mil unidades da Coffee Coin, o valor de mercado da stablecoin brasileira saltará para R$ 987 mil.

Impulsionado pelo clima frio e por geadas que atingiram o Brasil no final de junho de 2021, o preço da Coffe Coin disparou 36,6% no último mês, enquanto que o preço do café subiu apenas 31,5% na bolsa de valores.

Preço da COFBRno mercado (Reprodução/Stonoex)

Primeira criptomoeda do café do mundo

O Brasil possui a primeira criptomoeda com o preço lastreado na produção cafeeira, que foi desenvolvida através da rede Ethereum. Segundo o preço da Coffee Coin (COFBR), cada unidade da criptomoeda equivale ao preço de 1kg de café verde no mercado.

Dessa forma, recebendo a produção de pequenos agricultores localizados em mais de 150 cidades mineiras, a cooperativa Minassul movimenta a economia regional através de uma criptomoeda lastreada em café.

No total, a região em Minas Gerais onde a Coffe Coin está inserida é responsável pela produção de 1,3 milhões de sacas de café por ano, o que movimenta R$ 1,27 bilhão.

CoinGape Twitter

Assine nossa newsletter gratuitamente

Disclaimer A Coingape está comprometida em seguir os mais altos padrões de jornalismo e, portanto, segue uma política editorial rigorosa. Dessa forma, a CoinGape toma todas as medidas para garantir que os fatos apresentados em seus artigos sejam precisos.
Isenção de responsabilidade: As opiniões, previsões, posições ou estratégias expressadas pelos autores e pelos que fornecem comentários são apenas suas e não refletem necessariamente as opiniões, previsões, posições ou estratégias da CoinGape. Faça sua pesquisa de mercado antes de investir em criptomoedas. O autor ou publicação não se responsabiliza por sua perda financeira pessoal.
Author: Paulo José
Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Ele conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos depois. Ele trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas e atualmente é um dos contribuidores do CoinGape.
Publique seu comentário...
Paulo José 180 artigos
Jornalista apaixonado pelo universo das criptomoedas e seu enorme impacto na sociedade. Ele conheceu o Bitcoin em 2013 sem saber que a criptomoeda tomaria conta de sua vida anos depois. Ele trabalhou em outros portais de notícias sobre criptomoedas e atualmente é um dos contribuidores do CoinGape.
Follow Paulo @