Ex-chefe da SEC revela: reguladores sabiam que a Genesis estava insolvente desde 2022

Por Guilherme de Faria Martins da Silva
Publicados Janeiro 14, 2023 Atualizado Janeiro 14, 2023
By Guilherme de Faria Martins da Silva
Published Janeiro 14, 2023 Updated Janeiro 14, 2023

De acordo com um ex-chefe da SEC, os reguladores dos EUA adiaram a apresentação de acusações contra a Gemini e Genesis, mesmo depois de saber sobre seus problemas desde 2022.

 

Em 12 de janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) entrou com uma ação contra o grupo de gerenciamento de ativos digitais Genesis e a exchange cripto Gemini, que foi fundada pelos gêmeos Winklevoss. No entanto – o que é uma surpresa – a ex-chefe de execução da SEC, Lisa Braganza, afirma que o órgão de fiscalização financeira estava bem ciente do produto “mas permitiu continuar”.

 

SEC sabia desde 2022

 

Em uma entrevista televisionada no episódio Squawk Box da CNBC, Lisa Braganza, ex-chefe de filial da divisão de fiscalização da SEC de Chicago, falou sobre as novas alegações da SEC contra a Genesis e Gemini e também sobre as circunstâncias que cercam o caso. De acordo com Lisa, o órgão de monitoramento de valores mobiliários estava investigando o produto de empréstimo cripto da Gemini por um período considerável de tempo, mas ainda permitiu que a operação potencialmente fraudulenta continuasse.

 

Ela passou a explicar que a inação da SEC durante as negociações com a Gemini continuou mesmo depois que o mercado de criptomoedas caiu em novembro de 2022 e a Gemini parou de pagar seus clientes. Além disso, ela enfatiza o fato de que “mais dois meses se passaram” antes que qualquer ação fosse tomada porque a Gemini havia apresentado uma resposta em um caso separado, que era uma ação coletiva contra a Gemini por não continuar os pagamentos sob seu produto proprietário Earn.

 

O ex-chefe do ramo foi citado dizendo:

 

A SEC tem sido clara há anos que algo como este programa Earn é um título, por isso é intrigante por que eles não chegaram a uma resolução disso há muito tempo, meses e meses atrás.

A Saga Genesis-Gemini

 

Braganza é da opinião de que havia muito jogo de culpa circulando, começando com Barry Silbert, o CEO da empresa-mãe da Genesis Digital Currency Group (DCG), mas também incluindo os gêmeos Winklevoss; que confiaram na confiança de Silbert na solvência da Genesis sem fazer sua própria pesquisa prévia. O que ainda confunde ainda mais o ex-chefe da SEC é que as autoridades sabem, desde junho de 2022, que a principal corretora de criptomoedas Genesis estava conduzindo negócios nos Estados Unidos de maneira não solvente.

 

Além disso, ela afirma que essas empresas de cripto deviam isso a seus clientes, particularmente quando estavam lidando com grandes somas de dinheiro – especialmente o dinheiro de seus consumidores.

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Guilherme de Faria Martins da Silva
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