FMI confirma fim do acúmulo de Bitcoin por El Salvador

Destaques
- El Salvador só receberá Bitcoin de doações privadas verificadas, segundo o FMI.
- FMI confirma que nenhum recurso público foi usado nas recentes compras de Bitcoin.
- FMI e El Salvador assinam acordo para reforçar regulação de ativos digitais.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o crescimento das reservas de Bitcoin de El Salvador está próximo do fim, dentro do atual acordo de ajuda financeira ao país. Segundo o órgão, novas aquisições de Bitcoin pelo governo não são esperadas, a não ser que sejam provenientes de doações privadas verificadas.
O anúncio ocorre logo após a equipe técnica do FMI chegar a um acordo preliminar sobre a segunda e a terceira revisões do Extended Fund Facility (EFF) de El Salvador. Caso a Diretoria Executiva aprove, o país deve receber cerca de US$ 140 milhões adicionais em financiamento.
FMI confirma que doações impulsionaram o recente crescimento da reserva de Bitcoin de El Salvador
Em fevereiro de 2025, El Salvador aderiu ao EFF do FMI, com duração de 40 meses e financiamento de aproximadamente US$ 1,4 bilhão. Desde então, a política de Bitcoin do país vem sendo monitorada de perto.
O FMI já havia informado que a reserva de Bitcoin do país não havia sofrido alterações. As moedas identificadas no Strategic Bitcoin Reserve Fund faziam parte de outras carteiras já mantidas pelo Estado.
O lote de Bitcoin analisado mais recentemente foi o último dentro dessa avaliação, e o FMI declarou ter recebido registros comprovando a origem dos ativos.
“Foi apresentada documentação comprovando que o acúmulo de Bitcoin desde a primeira revisão reflete doações privadas e que nenhum recurso público foi utilizado”, informou o comunicado.
Além disso, o FMI afirmou que não haverá novo aumento no volume de Bitcoin acumulado além do que já foi registrado por meio de doações.
Fiscalização sobre cripto se intensifica com transição da Chivo para controle privado
O FMI e El Salvador também fecharam um acordo sobre medidas adicionais para reforçar a supervisão de ativos digitais, além do Bitcoin. Entre as medidas, está o fortalecimento do ambiente jurídico e regulatório do setor cripto. As autoridades também vão reforçar a supervisão e a gestão de risco de ativos digitais no setor público.
A carteira digital Chivo também passou por mudanças: a maior parte de sua propriedade e a gestão local agora estão nas mãos de um operador privado, enquanto o governo mantém participação minoritária. Ainda assim, permanece o compromisso de proteger os ativos dos usuários, ao mesmo tempo em que o país busca aumentar a transparência por meio de carteiras de Bitcoin controladas pelo Estado.
O FMI também apresentou um cenário econômico positivo para o país. O chefe da missão, Rodrigo Valdés Torres, projetou crescimento real do PIB de 4,5% para 2026, impulsionado por fortes entradas de remessas e receitas do turismo, além do aumento de investimentos e do consumo doméstico. Segundo o Fundo, o superávit primário do setor público não financeiro deve subir de 2,9% do PIB neste ano para 3,7% em 2027.








