Bitcoin enfrenta pressão com tarifas de 15% de Trump nesta semana

Destaques
- Scott Bessent confirma que tarifas globais de 15% de Trump podem entrar em vigor ainda esta semana.
- Bitcoin ultrapassou US$ 73 mil impulsionado por fluxos em ETFs e compras agressivas em derivativos.
- Tensões no Oriente Médio mantêm mercado de criptomoedas volátil.
O Bitcoin pode enfrentar uma nova pressão nesta semana com o avanço das tarifas globais de 15% impostas pelo governo Trump. A possível entrada em vigor das novas taxas ocorre em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, que continuam no centro das atenções dos investidores. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmou que a tarifa de 15% deve começar a valer ainda nesta semana, com possibilidade de retorno aos níveis anteriores dentro de cinco meses.
Tarifas de Trump pressionam preço do Bitcoin
As tarifas comerciais podem colocar o preço do BTC sob pressão. Em entrevista à CNBC, Bessent sinalizou que as taxas globais de 15% entrarão em vigor nos próximos dias. Ele também previu que as tarifas podem retornar aos patamares anteriores à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos ainda neste ano.
No momento da publicação, o Bitcoin é negociado acima de US$ 73 mil, com alta de 7,45% nas últimas 24 horas e ganho de 7,80% na semana. O movimento estendeu a recuperação de terça-feira, quando a criptomoeda reconquistou o patamar de US$ 68.600 após cair abaixo de US$ 67 mil.
Paralelamente, as tensões entre EUA e Irã parecem estar diminuindo. Segundo relatos, o Irã teria entrado em contato com a CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) por meio de seu serviço de inteligência para discutir o fim do conflito. O presidente Donald Trump confirmou o contato, embora tenha considerado a iniciativa tardia.
Fluxos em ETFs e derivativos sustentam alta
Apesar das incertezas geopolíticas e das tarifas de Trump, o Bitcoin demonstra resiliência. De acordo com o analista Darkfost, da CryptoQuant, plataforma de análise on-chain, a criptomoeda registrou cinco dias consecutivos de entradas em ETFs de Bitcoin spot (à vista). Além disso, os dados de derivativos indicam renovada atividade de compra.

Na Binance, a maior exchange de criptomoedas do mundo, o Taker Buy Sell Ratio — indicador que mede a proporção entre volumes de compra e venda agressivos em order books de derivativos — atingiu 1,18, o maior nível do ano. O volume de compras chegou a ultrapassar US$ 1 bilhão por hora em diversos momentos, impulsionando o Bitcoin acima de US$ 71 mil.
Oriente Médio segue como fator de risco
Além das tarifas comerciais, os riscos geopolíticos permanecem ativos. Segundo Walter Bloomberg, o Irã poderia interromper o Estreito de Ormuz por meses utilizando drones. O estreito é responsável por cerca de 20% do fornecimento global de energia.
Os preços do petróleo subiram para as máximas em dois anos, o que historicamente gera pressão sobre ativos de risco como o Bitcoin. Apesar de a maioria dos ataques ser interceptada, algumas ações limitadas já reduziram a atividade de navegação na região.
David Solomon, CEO do Goldman Sachs, alertou que os mercados ainda não absorveram completamente os impactos do conflito entre EUA e Irã. Dessa forma, existe a possibilidade de que o mercado cripto enfrente outra onda de pressão vendedora caso o pânico se espalhe em meio às tensões prolongadas no Oriente Médio.
Ainda assim, o Bitcoin se destaca como o ativo de trilhão de dólares com melhor desempenho desde que o conflito escalou no fim de semana.
- Bitcoin em alta: Peter Brandt vê potencial reversão de tendência
- XRP sobe 1,39% e atinge US$ 1,40 com recuperação do mercado cripto
- Ethereum e Solana: prazo do Clarity Act pode impulsionar preços
- Previsão de preço de Dogecoin, Cardano e Chainlink com recuperação do mercado cripto
- Solana sobe 13% e mira US$ 100 com recuperação do Bitcoin; Análise