Bitcoin atrai capital institucional e métricas apontam ciclo sadio

Destaques
- O governo dos EUA detém 300 mil BTC por decreto e não pretende vendê-los, comprimindo a oferta disponível.
- ETFs spot de Bitcoin acumularam US$ 2,1 bilhões em oito pregões consecutivos em abril de 2026.
- NUPL e MVRV Z-Score indicam ciclo intermediário, sem sinais de euforia ou topo iminente.
O Bitcoin é negociado em cerca de US$ 76 mil nesta quarta-feira (30), o equivalente a aproximadamente R$ 370 mil. Em um contexto marcado por três movimentos que reforçam a narrativa de acumulação estrutural do ativo: a posição estratégica do governo americano, o fluxo recorde nos ETFs spot dos Estados Unidos e indicadores on-chain que apontam para um ciclo ainda distante do superaquecimento.
EUA retém 300 mil BTC e comprimem oferta disponível
O governo dos Estados Unidos detém cerca de 300 mil BTC e não pretende vendê-los, por força de decreto executivo. Isto representa pouco mais de 1,5% do total de Bitcoins que existirão. Esse volume foi acumulado principalmente por meio de apreensões em processos criminais e da criação formal de uma reserva estratégica nacional de Bitcoin. Ao imobilizar esse estoque, o governo americano passa a competir, na prática, com investidores institucionais e corporativos pela oferta restante. Empresas como a Strategy e a Metaplanet, que superou 40 mil BTC em custódia ao final do primeiro trimestre de 2026, seguem o mesmo caminho, retirando progressivamente liquidez do mercado.
ETFs spot acumulam US$ 2,1 bilhões em oito pregões
Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram oito pregões consecutivos de entradas líquidas, totalizando US$ 2,1 bilhões até 23 de abril — o que elevou o total acumulado desde o lançamento para US$ 58 bilhões e os ativos sob gestão para US$ 102 bilhões. O IBIT, ETF da BlackRock, liderou o movimento: na semana de 13 a 17 de abril, o produto captou US$ 907,97 milhões, respondendo por 91% dos fluxos totais da categoria. Para o investidor brasileiro, esse fluxo representa demanda real por Bitcoin no mercado à vista — pressão compradora que se reflete no preço global do ativo e é amplificada pelo câmbio dólar/real.
Métricas on-chain indicam espaço para expansão do ciclo
Os principais indicadores derivados da blockchain do Bitcoin completam o quadro. O NUPL (Net Unrealized Profit/Loss) — que mede a proporção do mercado em lucro não realizado, com valores acima de 0,75 historicamente associados a topos de ciclo — permanece na faixa de “otimismo/ansiedade”, segundo dados do Bitcoin Magazine Pro, indicando que a maioria dos detentores está em lucro, mas sem excesso de confiança. O MVRV Z-Score, que compara a capitalização de mercado com o custo médio de aquisição de todos os BTC em circulação, se situa em zona de acumulação em abril de 2026, marcando 0,74 em 28 de abril — bem abaixo dos níveis que precederam os topos de 2017 e 2021. Juntos, os dois indicadores sugerem que o ciclo atual ainda tem espaço para expansão, sem os sinais de distribuição em massa que costumam antecipar correções profundas.

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