BC da República Tcheca defende Bitcoin como reserva soberana

Há 2 dias
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Aleš Michl, governador do Banco Nacional Tcheco, discursa na Bitcoin 2026 com a bandeira da República Tcheca e o símbolo do Bitcoin ao fundo.

Destaques

  • CNB conclui que 1% de Bitcoin nas reservas eleva retornos sem ampliar o risco.
  • Michl defende Bitcoin como reserva soberana na Bitcoin 2026, em Las Vegas.
  • Conselho do CNB decide não alocar reservas cambiais em Bitcoin em fev. de 2026.

O Banco Nacional Tcheco (CNB — Czech National Bank) colocou o Bitcoin no centro do debate sobre gestão de reservas soberanas. Aleš Michl, gestor da instituição, defendeu publicamente a inclusão da criptomoeda nos portfólios de bancos centrais durante sua palestra na conferência Bitcoin 2026, realizada em Las Vegas entre os dias 27 e 29 de abril.

Com base em análises internas, Michl argumentou que uma alocação de apenas 1% em Bitcoin seria suficiente para elevar o retorno esperado das reservas do banco — avaliadas em cerca de US$ 180 bilhões, equivalentes a 44% do PIB tcheco — sem aumentar de forma relevante o risco geral do portfólio. Apesar disso, o conselho do CNB decidiu, em fevereiro de 2026, não alocar as reservas cambiais oficiais do país em Bitcoin por enquanto.

Michl apresenta dados sobre diversificação de reservas com Bitcoin

A posição de Michl não é nova. Em janeiro de 2025, o gestor propôs pela primeira vez a criação de um portfólio-teste com ativos digitais. A iniciativa foi aprovada pelo conselho em outubro daquele ano, e a compra efetiva ocorreu em novembro de 2025 — tornando o CNB o primeiro banco central do mundo a adquirir Bitcoin para seu balanço, ainda que em caráter experimental.

O portfólio-teste, avaliado em US$ 1 milhão, inclui Bitcoin, uma stablecoin atrelada ao dólar americano e um depósito tokenizado. Ele permanece separado das reservas internacionais formais do banco e representa apenas 0,0006% dos ativos da instituição, sem afetar sua capacidade de realizar intervenções cambiais.

Na conferência, Michl apresentou os dados coletados até o momento. Segundo ele, o principal argumento a favor do Bitcoin como componente de reserva é sua baixa correlação de longo prazo com ativos tradicionais, como títulos soberanos, ouro e moedas estrangeiras. Essa característica permite, em teoria, melhorar a eficiência do portfólio sem alterar significativamente seu perfil de risco. “Com 1% em Bitcoin, o retorno esperado sobe e o risco geral fica praticamente o mesmo em nossa moeda”, afirmou Michl. Em sua visão, o ativo se assemelha ao venture capital, porém com liquidez superior.

Ao mesmo tempo, o governador foi direto sobre os riscos. A volatilidade do Bitcoin, segundo ele, é muito superior à de outros ativos e, no limite, seu preço poderia chegar a zero. “Uma ação pode ir a zero. Até um título pode falhar. Por isso não é prudente apostar em um único ativo”, disse. Michl enquadrou a iniciativa como uma medida de preparação, e não de especulação, com uma avaliação formal prevista para os próximos dois a três anos.

BCE e Ucrânia criticam o movimento; Trezor defende a tese

A postura do CNB não ficou sem resposta no cenário internacional. Christine Lagarde, presidente do BCE (Banco Central Europeu), havia reagido à proposta de Michl ainda em janeiro de 2025, declarando estar “confiante de que o Bitcoin não entrará nas reservas de nenhum banco central do Conselho Geral” — do qual o CNB faz parte, embora a República Tcheca não adote o euro como moeda oficial. Lagarde reiterou que as reservas precisam ser líquidas, seguras e não associadas a atividades ilícitas.

O Banco Nacional da Ucrânia também se manifestou contrário ao movimento, argumentando que a inclusão de ativos virtuais nas reservas introduziria “vulnerabilidades adicionais” e comprometeria a estabilidade macroeconômica do país.

Por outro lado, Štěpán Uherík, CFO da Trezor — fabricante de hardware wallets com sede em Praga —, defendeu a posição de Michl.

“O BCE argumentou que o Bitcoin não é líquido, não é seguro o suficiente para compor reservas. O governador Michl acaba de apresentar um estudo mostrando o oposto”, disse Uherík.

Segundo ele, a questão está mudando de direção: não se trata mais de saber se o Bitcoin está pronto para integrar reservas, mas sim de avaliar se outros bancos centrais podem ignorar o que o CNB descobriu.

O contexto histórico de Praga também reforça o peso simbólico do movimento. A capital tcheca foi berço do primeiro pool de mineração de Bitcoin e da primeira hardware wallet do mundo — ambas criadas pelos mesmos fundadores. Dessa forma, a postura do CNB dialoga diretamente com uma cultura local de adoção de Bitcoin construída há mais de uma década.

Caso outros bancos centrais sigam esse caminho, o impacto pode ser estrutural: o Bitcoin passaria a ser tratado menos como ativo especulativo e mais como um componente legítimo de reservas nacionais — uma mudança relevante no discurso monetário global.

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