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Bitcoin cede suporte com alavancagem e pressão geopolítica

Há 10 horas Atualizado Há 10 horas
Expertise : SEO, Ciência de Dados, Marketing de Conteúdo, Criptomoedas, Web3
Editor para a localização brasileira CoinGape Media desde 2024. Possui mais de 10 anos de experiência em conteúdo, marketing e SEO para a indústria de criptomoedas e Web3 (desde 2017). Como editor, ele é responsável pela curadoria dos conteúdos publicados, sua revisão e verificação. Anteriormente, contribuiu como PR Associate para a extinta ICOBox, atuando na elaboração de press releases de diversos projetos de criptomoedas (ICOs) para o público brasileiro e internacional. Também colaborou como Marketing Strategy Advisor para a PointPay nos estágios iniciais da exchange, com foco em sua expansão internacional. Depois, colaborou com a localização brasileira do BeInCrypto como estrategista de conteúdo, fornecendo suporte aos times editoriais local e internacional, análises de formatos de conteúdo, criação e gerenciamento de artigos, SEO técnico, entre outros. Para além do mercado de criptoativos, colaborou com publicações em outros portais de mídia, como: Empreendedor.com, Hostgator, Vitamina Publicitária e Profissas. Também atuou como parte do time de audiência do Jornal O Povo, coordenador de SEO do GetNinjas e Country Manager na StarOfService. Em 2024, participou como coautor do capítulo de SEO do Web Almanac e foi eleito como um dos 40 profissionais de SEO para se seguir pela Niara (também em 2025). Em nossa cobertura, priorizamos a análise de criptomoedas, principalmente Bitcoin, altcoins e memecoins. Além disso, cobrimos o noticiário diário sobre criptoativos.
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Ilustração com símbolos do Bitcoin em ouro, barris de petróleo e bandeiras dos EUA e do Irã ao fundo, representando o impacto geopolítico no mercado cripto.

Destaques

  • O Bitcoin rompeu o suporte da SMA de 100 dias após ataques militares dos EUA ao Irã impulsionarem o preço do petróleo e intensificarem o sentimento risk-off no mercado.
  • US$ 240 milhões em Bitcoin foram movidos para exchanges durante o fim de semana, elevando a pressão vendedora sobre a criptomoeda.
  • Endereços ativos diários do Bitcoin atingiram a mínima de vários meses, enquanto a alavancagem extrema aumenta o risco de liquidações em cascata.

O Bitcoin recuou 1,4% nesta segunda-feira, 1º de junho, sendo negociado a US$ 72,7 mil no momento da publicação. A queda ocorre após ataques militares dos EUA a instalações no Irã e à retaliação iraniana a uma base aérea americana, o que gerou um sentimento risk-off nos mercados globais. Com isso, o Bitcoin perdeu o suporte da SMA (Média Móvel Simples) de 100 dias, situada em US$ 73,2 mil. Em contrapartida, o petróleo seguiu trajetória oposta, avançando de US$ 88 para US$ 90.

Nos três dias anteriores a 31 de maio, os traders haviam retirado US$ 545 milhões em Bitcoin das exchanges. No entanto, dados da Santiment — plataforma de análise de dados on-chain — mostram que os endereços diários ativos caíram para 606.730 unidades no mesmo período.

Escalada EUA-Irã impulsiona petróleo e derruba Bitcoin

Os ataques americanos ao Irã no fim de semana elevaram o preço do petróleo em 3,62%. A escalada geopolítica levou traders a venderem Bitcoin na sessão asiática desta segunda-feira, resultando em US$ 23 milhões liquidados em apenas quatro horas, segundo dados da Coinglass.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã “realmente quer fazer um acordo”, o que pode conter parte da pressão vendedora. Ainda assim, US$ 240 milhões em Bitcoin foram direcionados para exchanges durante o fim de semana dos bombardeios, o que intensificou as vendas e levou o preço abaixo de US$ 73 mil.

Paralelamente, os dados da Santiment indicam que a média de sete dias de endereços ativos do Bitcoin atingiu 606.730 na semana passada. Além disso, a contagem de usuários ativos caiu de 575.610 em 30 de maio para 465.800 em 31 de maio, sinalizando retração na demanda pelo ativo.

Gráfico de barras mostrando queda nos endereços ativos diários do Bitcoin entre janeiro e maio de 2026, atingindo mínima de 539 mil em 28 de maio.
Endereços ativos do Bitcoin recuam para a menor marca em meses, sinalizando retração na demanda pelo ativo. Fonte: Santiment.

Esse cenário indica que as vendas ocorrem em um ambiente de baixa liquidez, sem compradores suficientes para absorver a oferta, o que mantém o Bitcoin sob pressão baixista.

Bitcoin perde suporte da SMA e opera em zona de baixa

O Bitcoin rompeu a SMA de 100 dias, atualmente em US$ 73,2 mil. Os compradores vinham defendendo esse nível desde 28 de maio. A última vez que o Bitcoin perdeu esse suporte foi em outubro de 2025, quando o preço recuou de US$ 112 mil para US$ 103,5 mil.

Uma análise de preço do Bitcoin publicada pelo CoinGape internacional identificou ainda um padrão de bear flag com amplitude de 6%, o que, caso o suporte não se sustente, projeta uma queda potencial até US$ 68 mil.

O MACD (Indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis) permanece negativo e em declínio, reforçando o domínio vendedor. Para evitar um recuo ao suporte psicológico de US$ 70 mil, o Bitcoin precisa reconquistar a SMA de 100 dias em US$ 73,2 mil.

 

Gráfico de candlestick do par BTC/USDT no período diário, mostrando a queda do Bitcoin abaixo das SMAs de 100 e 150 dias em junho de 2026, com MACD negativo.
Bitcoin rompe suporte da SMA de 100 dias e opera abaixo de US$ 73 mil, com MACD apontando continuidade baixista. Fonte: TradingView.

O analista Daan Crypto aponta que o Bitcoin está preso entre US$ 74,2 mil e US$ 72,7 mil. Caso rompa essa faixa para cima, o próximo obstáculo se encontra em US$ 77,2 mil, nível que definirá a direção da tendência de longo prazo do Bitcoin.

Alavancagem extrema eleva risco de liquidações no Bitcoin

O analista Joao Wedson, no X (antigo Twitter), alerta que o Bitcoin opera com alavancagem extrema, tornando-o vulnerável a liquidações caso o preço não se mova na direção esperada pelos traders.

Gráfico histórico de alavancagem do Bitcoin entre 2021 e 2026, com zonas coloridas indicando níveis de alavancagem extrema e deleveraging, elaborado pela Alphractal.
Bitcoin volta à zona de alavancagem extrema em 2026, replicando padrão histórico que precedeu liquidações em massa. Fonte: Alpha.

Segundo Wedson, a próxima fase pode ser de deleveraging — ou seja, uma redução forçada das posições alavancadas. Esse movimento provavelmente partiria dos traders comprados (longs), visto que o funding rate ponderado permanece positivo há duas semanas, indicando acúmulo de posições compradas mesmo com o preço recuando de US$ 82 mil para US$ 72 mil.

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Sobre o autor
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