Grant Cardone compra 1.200 Bitcoin em estratégia com imóveis

Destaques
- Cardone Capital soma 1.200 BTC e expande estratégia que une imóveis e Bitcoin.
- Firma de US$ 5,3 bi usa renda de aluguéis para comprar Bitcoin regularmente.
- Grant Cardone mira 10 mil BTC em 10 fundos, com retorno projetado de 22% a 32%..
A Cardone Capital ampliou sua estratégia que combina imóveis e Bitcoin com a compra de mais 1.200 BTC e a aquisição de cerca de 2 mil unidades multifamiliares. A empresa de private equity, avaliada em US$ 5,3 bilhões, usa o fluxo de caixa gerado pelos aluguéis para sustentar as compras regulares de Bitcoin.
Assim, a estratégia une imóveis geradores de renda à exposição direta ao Bitcoin dentro de veículos de investimento privados. Grant Cardone tem promovido o modelo como alternativa aos fundos imobiliários tradicionais e às empresas de tesouraria corporativa em Bitcoin.
Antes dessa nova compra, a Cardone Capital já havia construído uma posição relevante em Bitcoin. Em maio, a firma detinha cerca de US$ 200 milhões em Bitcoin, depois de adquirir 1.000 BTC ao longo de 2025.
Cardone Capital usa renda de aluguéis para comprar Bitcoin
A Cardone Capital destina parte da receita de aluguéis para compras regulares de Bitcoin. Dessa forma, a abordagem segue o modelo de dollar-cost averaging, ou seja, as compras continuam tanto em mercados em alta quanto em baixa.
Segundo Grant Cardone, a empresa trabalha para melhorar o fluxo de caixa dos imóveis e, então, compra mais Bitcoin durante momentos de queda do mercado.
“Trabalhamos para melhorar o fluxo de caixa dos imóveis e comprar mais bitcoin conforme ele cai”, disse.
Essa estrutura difere das empresas públicas de tesouraria em Bitcoin, que costumam emitir ações ou dívida para financiar as compras. Em vez disso, a Cardone Capital utiliza a renda de prédios de apartamentos e outros imóveis como fonte recorrente de capital.
Além disso, a empresa recorre a estruturas de fundos privados, e não às regras tradicionais de REITs (fundos imobiliários). Essa configuração dá à Cardone Capital mais flexibilidade para manter tanto imóveis quanto ativos digitais.
Compra de 1.200 BTC expande portfólio híbrido
A nova expansão adiciona cerca de 1.200 BTC e aproximadamente 2 mil unidades multifamiliares à estratégia. Consequentemente, as aquisições aumentam os dois lados do portfólio da empresa, tanto em imóveis quanto em Bitcoin.
A Cardone Capital busca construir um sistema em que a renda dos imóveis amplie continuamente a exposição ao Bitcoin ao longo do tempo. A empresa também já discutiu manter entre 15% e 50% de alguns fundos em ativos digitais.
Grant Cardone estabeleceu uma meta mais ampla: acumular 10 mil BTC distribuídos em 10 fundos especializados. Assim, os investidores obtêm exposição ao Bitcoin por meio da estrutura do fundo, sem precisar gerenciar carteiras digitais ou chaves privadas.
Custodiantes institucionais terceirizados cuidam do armazenamento e da execução das operações com Bitcoin. Portanto, os investidores detêm uma participação no veículo privado, e não o controle direto sobre a criptomoeda subjacente.
Modelo híbrido busca retornos maiores do que imóveis isoladamente
Cardone projetou retornos anualizados entre 22% e 32% para a estratégia híbrida. No entanto, esses números seguem sendo projeções da gestão, e não um histórico de desempenho consolidado no longo prazo.
Nos imóveis tradicionais, os retornos vêm principalmente da renda de aluguel, do refinanciamento e da valorização do patrimônio. Já a Cardone Capital adiciona o Bitcoin como tentativa de criar outra fonte de crescimento dos ativos.
A firma também argumenta que os imóveis podem oferecer fluxo de caixa recorrente durante períodos de volatilidade do Bitcoin. O Bitcoin, por sua vez, pode fornecer um ativo líquido com potencial de valorização mais rápida do que o dos imóveis.
Cardone descreveu a estratégia como “inspirada nas empresas de tesouraria, mas com ativos reais e fluxo de caixa real”. Segundo a empresa, a renda dos aluguéis reduz a dependência de emissões repetidas de ações.
Volatilidade do Bitcoin e longos períodos de bloqueio seguem como principais riscos
A estrutura ainda carrega riscos tanto do mercado de Bitcoin quanto do mercado imobiliário. Uma queda acentuada do Bitcoin poderia reduzir o valor dos ativos do fundo, enquanto os imóveis enfrentam custos mais altos ou demanda mais fraca por aluguel.
Os investidores de fundos privados também podem enfrentar longos períodos de retenção do capital. Alguns veículos da Cardone Capital utilizam bloqueios prolongados, o que pode limitar o acesso ao capital até que os imóveis sejam vendidos ou refinanciados.
Por fim, a estratégia é voltada principalmente a investidores credenciados, que atendem a requisitos de renda ou patrimônio líquido. Isso torna a estrutura menos líquida e menos acessível do que os ETFs de Bitcoin negociados publicamente ou os fundos imobiliários listados em bolsa.








