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Ministério Público do Mato Grosso do Sul treina equipe contra fraudes com criptomoedas

Há 7 horas
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Mão vestida com paletó cinza segurando um conjunto de moedas douradas com o símbolo do bitcoin.

Destaques

  • A ESMP-MS realizou curso de dois dias sobre investigação estratégica de criptoativos para membros, servidores e estagiários do MPMS.
  • A capacitação abordou análise de blockchain, tipologias criminais e ferramentas de rastreamento de ativos virtuais.
  • Estudos de casos reais e exercícios práticos integraram a grade do curso voltado ao combate a fraudes digitais.

A Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (ESMP-MS) realizou, nos dias 8 e 9 de junho, o curso “Investigação Estratégica de Criptoativos e Rastreamento Digital de Ativos Virtuais”. A iniciativa, que partiu do próprio órgão, reuniu membros da procuradoria, servidores estaduais, pesquisadores residentes e estagiários. O objetivo era o de ampliar a capacidade técnica da instituição diante do avanço dos crimes financeiros digitais.

Na abertura do evento, o promotor de Justiça George Zarour Cezar, diretor-geral da ESMP-MS, ressaltou a necessidade de atualização contínua dos integrantes do Ministério Público. O processo visa confrontar as estratégias cada vez mais sofisticadas adotadas em infrações no ambiente digital.

ESMP-MS e o conteúdo do curso sobre blockchain e fraudes com criptoativos

As aulas foram ministradas pelo palestrante Ugo Portela Pereira, com mediação do promotor de Justiça Michel Maesano Mancuelho. Ao avaliar a proposta, Mancuelho destacou a relevância da capacitação para fortalecer investigações envolvendo ativos virtuais e ampliar a qualificação técnica dos participantes.

Ao longo dos dois dias, o curso apresentou tanto conteúdos teóricos quanto práticos. Entre os temas abordados, estiveram a análise da tecnologia blockchain — o sistema de registro distribuído que sustenta as transações com criptomoedas —, os fundamentos e as terminologias do mercado de criptomoedas, bem como os principais agentes do setor e as tipologias criminais associadas ao uso indevido de ativos digitais.

Dessa forma, os participantes puderam compreender como funciona o ecossistema de criptomoedas e de que maneira ele pode ser explorado para a prática de infrações financeiras.

Casos reais e metodologias de rastreamento de ativos virtuais

A programação também incluiu o estudo de casos concretos ocorridos no Brasil, a resolução de situações práticas e a apresentação de metodologias aplicáveis à investigação. Nesse sentido, os instrutores explicaram o funcionamento de ferramentas especializadas no monitoramento do percurso de criptoativos entre diferentes carteiras digitais, permitindo identificar as rotas percorridas por recursos suspeitos em plataformas de negociação.

Com essas técnicas, procuradores e servidores passam a ter mais subsídios para reunir provas em processos que envolvam crimes econômicos, fraudes digitais e outras infrações relacionadas a criptoativos. Por fim, a iniciativa busca preparar o MPMS para atuar de forma mais eficiente diante das novas demandas trazidas pela digitalização do sistema financeiro.

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