Bitcoin cai 5% e liquidações de criptomoedas chegam a US$ 580 mi

Destaques
- Bitcoin recua para US$ 62,5 mil com queda intradiária de quase 5%.
- Liquidações no mercado cripto atingem US$ 580 milhões em 24 horas.
- Escalada do conflito Israel-Líbano pressiona mercados financeiros globais.
O Bitcoin recuou abaixo dos US$ 63 mil nesta quinta-feira (18) e chegou a operar na faixa dos US$ 62 mil. A queda aconteceu em meio à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O conflito provocou uma onda de liquidações no mercado de criptomoedas.
Por que o Bitcoin e o mercado cripto estão em queda?
O preço do Bitcoin registrou uma queda de 4,87%, chegando a US$ 62.601,58 no momento da publicação. O recuo aconteceu apesar do avanço das ações militares israelenses no sul do Líbano. A escalada ocorreu apesar de um Memorando de Entendimento ter sido firmado entre os Estados Unidos e o Irã com o objetivo de limitar os combates na região.

Dados da CoinGlass indicam que, durante a queda do mercado cripto, traders perderam cerca de US$ 580 milhões. O total de liquidações chegou a US$ 579,43 milhões nas últimas 24 horas, sendo US$ 496,62 milhões em posições compradas (long) e US$ 82,81 milhões em posições vendidas (short). Ao todo, mais de 139 mil traders foram liquidados nesse período.
O Bitcoin liderou o ranking de liquidações, com aproximadamente US$ 191,49 milhões em posições encerradas. Esse fato pode ter contribuído para aprofundar a queda do preço do BTC. Enquanto isso, o Ethereum acumulou US$ 135,46 milhões em liquidações. O token HYPE registrou US$ 17,79 milhões, enquanto XRP, SOL e ADA também apresentaram liquidações expressivas.
Guerra Israel-Líbano se intensifica apesar do acordo EUA-Irã
O mercado cripto recuou enquanto a cascata de liquidações ganhou força por conta do conflito no Oriente Médio. Segundo a mídia estatal libanesa, uma pessoa morreu em um ataque de drone israelense no sul do Líbano logo após a assinatura do acordo. Do outro lado, as forças israelenses informaram a morte de um de seus soldados e outros sete feridos na mesma região na noite anterior.
Israel sinalizou que manterá suas operações militares no sul do Líbano. O exército israelense afirmou estar tomando medidas para “eliminar ameaças” fora de sua zona de segurança e divulgou um mapa de uma zona tampão que se estende por cerca de 10 quilômetros em território libanês. Além disso, o exército declarou que continuará enviando soldados à região para “eliminar ameaças e fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel”.
Uma fonte militar israelense também pediu coordenação com as Forças Armadas do Líbano e orientou a população a se manter afastada da zona de segurança em razão das operações em curso.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia sinalizado que o acordo EUA-Irã não afeta Israel. Vale contextualizar que o memorando assinado pelos dois países prevê o “término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”. Ou seja, com ambos os lados comprometidos a não tomar ações militares um contra o outro.
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