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Bitcoin cai a US$ 64 mil com tensões entre Irã e Israel e Fed

Há 4 dias
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Símbolo do Bitcoin em frente ao prédio do Federal Reserve, com as bandeiras do Irã e de Israel ao fundo e gráficos em queda.

Destaques

  • Irã ameaça retaliação a Israel por ataques ao Líbano em meio a violações do cessar-fogo.
  • Bitcoin recua para US$ 64 mil com tensões no Oriente Médio e aguardo da decisão do Fed sobre juros.
  • Analistas apontam US$ 65,7 mil como resistência-chave para uma recuperação do BTC.

O Bitcoin recuou para cerca de US$ 64,8 mil nesta quarta-feira (17 ). O ativo estendeu perdas em meio ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à cautela dos investidores. Isto antes da decisão do FOMC sobre os juros nos EUA e da divulgação de dados econômicos relevantes.

Nas últimas horas, aproximadamente US$ 56 milhões em posições compradas (longs) foram liquidadas. Dentre os ativos, temos BTC, ETH, XRP, WLD e SPCX. Paralelamente, o índice de medo e ganância do mercado de criptomoedas recuou para 22, após uma recuperação recente a partir de 9 (nível classificado como “medo extremo”).

Irã ameaça retaliação a Israel por ataques ao Líbano

As tensões no Oriente Médio se intensificaram após o comando central iraniano Khatam al-Anbiya emitir novos avisos contra Israel, ameaçando uma “resposta severa” caso os ataques israelenses no sul do Líbano não cessem. O movimento fez os preços do petróleo subirem e pressionou o Bitcoin abaixo do nível psicológico de US$ 65 mil.

As autoridades iranianas acusaram Israel de violar um cessar-fogo recente, após ataques que deixaram quatro mortos no Líbano. As ameaças ocorrem mesmo após um acordo de paz firmado entre EUA e Irã, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz.

Além disso, o acordo mais recente previa ao Irã acesso a US$ 100 bilhões em fundos congelados, além de um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões. Os participantes do mercado acompanham de perto a evolução do conflito, já que novas escaladas podem elevar a volatilidade e pressionar a inflação.

Bitcoin recua antes da decisão do Fed e dos dados de varejo dos EUA

O Bitcoin também cedeu à pressão diante da expectativa pela divulgação dos dados de vendas no varejo dos EUA referentes a maio e pelo resultado da reunião do FOMC. Embora o Fed deva manter os juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, o mercado pode piorar caso o novo presidente da instituição, Kevin Warsh, adote um tom mais duro (hawkish) em suas declarações.

Uma alta de 0,5% nas vendas no varejo em relação ao mês anterior poderia levar o Fed a manter ou até elevar os juros, dado o consumo aquecido apesar dos preços de energia mais altos (um reflexo das tensões no Oriente Médio).

No momento da publicação desta reportagem, o Bitcoin era negociado a US$ 64.880, com queda de mais de 3% nas últimas 24 horas. O volume de negociações recuou 23%, após a criptomoeda atingir uma máxima de US$ 66.900 no mesmo período.

Dados da CoinGlass mostram ainda vendas expressivas no mercado de derivativos de Bitcoin, Ethereum, XRP e outras altcoins. O interesse aberto (open interest) em contratos futuros de BTC caiu 3,30%, para US$ 48,13 bilhões nas últimas 24 horas. Nos futuros de BTC com prazo de 4 horas, a queda foi de 1,18% na CME (Bolsa Mercantil de Chicago) e de 1,54% na Binance.

Comparação entre gráficos diários do Bitcoin em fevereiro e junho de 2026, destacando zonas de liquidez e padrão de preço semelhante, segundo análise de Ted Pillows.
Analista Ted Pillows aponta repetição do padrão de fevereiro de 2026 no gráfico diário do Bitcoin. Fonte: Ted Pillows/X.

O analista Ted Pillows observou que o Bitcoin parece estar repetindo o padrão registrado em fevereiro de 2026. Segundo ele, a postura de redução de risco (de-risking) dos investidores antes da decisão do Fed pode levar o ativo a US$ 62 mil, caso o padrão se confirme. Vale destacar que o Banco do Japão elevou os juros ao maior nível em 31 anos, chegando a 1%, o que aumenta o risco de desmontagem de operações de carry trade — estratégia em que investidores tomam empréstimos em moeda de baixo custo, como o iene, para aplicar em ativos de maior retorno — caso o iene se valorize.

Por outro lado, embora sinais de esgotamento dos vendedores sejam visíveis, o analista Rekt Capital ponderou que “o volume de compras para aproveitar esse movimento não foi nada expressivo”. O BTC segue com dificuldade para superar as mínimas de fevereiro, com US$ 65,7 mil como resistência-chave para uma eventual recuperação.

Gráfico semanal do par BTC/USD na Bitstamp, criado por Rekt Capital, mostrando queda do Bitcoin e resistência na faixa de US$ 65,7 mil em junho de 2026.
Rekt Capital aponta US$ 65,7 mil como resistência-chave para uma recuperação do Bitcoin no gráfico semanal. Fonte: Rekt Capital.

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