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Mercado Bitcoin lidera tokenização de RWA no Brasil

Há 3 horas
Expertise : SEO, Ciência de Dados, Marketing de Conteúdo, Criptomoedas, Web3
Editor para a localização brasileira CoinGape Media desde 2024. Possui mais de 10 anos de experiência em conteúdo, marketing e SEO para a indústria de criptomoedas e Web3 (desde 2017). Como editor, ele é responsável pela curadoria dos conteúdos publicados, sua revisão e verificação. Anteriormente, contribuiu como PR Associate para a extinta ICOBox, atuando na elaboração de press releases de diversos projetos de criptomoedas (ICOs) para o público brasileiro e internacional. Também colaborou como Marketing Strategy Advisor para a PointPay nos estágios iniciais da exchange, com foco em sua expansão internacional. Depois, colaborou com a localização brasileira do BeInCrypto como estrategista de conteúdo, fornecendo suporte aos times editoriais local e internacional, análises de formatos de conteúdo, criação e gerenciamento de artigos, SEO técnico, entre outros. Para além do mercado de criptoativos, colaborou com publicações em outros portais de mídia, como: Empreendedor.com, Hostgator, Vitamina Publicitária e Profissas. Também atuou como parte do time de audiência do Jornal O Povo, coordenador de SEO do GetNinjas e Country Manager na StarOfService. Em 2024, participou como coautor do capítulo de SEO do Web Almanac e foi eleito como um dos 40 profissionais de SEO para se seguir pela Niara (também em 2025). Em nossa cobertura, priorizamos a análise de criptomoedas, principalmente Bitcoin, altcoins e memecoins. Além disso, cobrimos o noticiário diário sobre criptoativos.
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Destaques

  • O Mercado Bitcoin distribuiu R$ 284 milhões em 99 ativos tokenizados no primeiro trimestre de 2026.
  • De acordo com a RWA Monitor, a corretora concentra 76% do segmento de varejo.
  • O mercado global de ativos tokenizados pode saltar de US$ 0,6 trilhão para US$ 9,4 trilhões até 2030.

O MB | Mercado Bitcoin se consolidou como o maior emissor de ativos tokenizados destinados ao varejo no Brasil durante o primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento da RWA Monitor, plataforma especializada em monitorar o setor no país, a corretora distribuiu R$ 284 milhões em 99 ativos do mundo real  (RWA) entre janeiro e março. O volume é 15% superior aos R$ 245 milhões do mesmo intervalo de 2025. Com isso, a empresa concentra 76% de todo o segmento de varejo amparado pela Resolução CVM 88, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula ofertas públicas de pequeno porte por meio de plataformas digitais.

MB concentra três quartos do varejo tokenizado

Para entender esse percentual, vale comparar os números do MB com o panorama geral do setor. Ainda de acordo com a RWA Monitor, as captações via CVM 88 somaram R$ 374,5 milhões em todo o país no primeiro trimestre de 2026 — ou seja, os R$ 284 milhões da corretora correspondem à maior parte desse total. O avanço também chama atenção na comparação anual: o segmento de varejo cresceu 440% frente aos R$ 66,4 milhões movimentados no mesmo período de 2025, refletindo a expansão da base de emissores e investidores no país.

O MB direcionou integralmente ao público de varejo os 99 ativos distribuídos no trimestre, seja por acesso direto via aplicativo, seja por canais assessorados. Entre as categorias, destacam-se consórcios, antecipação de recebíveis, crédito colateralizado e ativos judiciais — produtos que, segundo a empresa, ampliam o acesso a investimentos antes restritos a nichos do mercado financeiro tradicional.

André Gouvinhas comenta o avanço da Renda Fixa Digital

Para André Gouvinhas, VP de Investment & Banking do MB, a busca de investidores e empresas por soluções de capital mais acessíveis, eficientes e transparentes impulsiona o crescimento do setor. O executivo destaca ainda que homens de 36 a 45 anos, concentrados nas regiões Sudeste e Sul do país, formam o perfil predominante de quem investe em Renda Fixa Digital na plataforma.

A trajetória do MB no segmento remonta a 2019, quando a corretora se tornou pioneira na tokenização de ativos no Brasil. Desde então, já foram disponibilizados mais de 800 ativos tokenizados, somando R$ 2,5 bilhões em volume. Somente em 2025, a empresa distribuiu 359 ativos, totalizando R$ 1,2 bilhão. Em entrevista à NeoFeed, Gouvinhas relatou que o MB levou cinco anos para atingir seu primeiro bilhão de reais em tokenização, mas alcançou esse mesmo valor em apenas 11 meses de 2025 — um ritmo equivalente a cerca de R$ 150 milhões distribuídos por mês. Atualmente, cerca de 40 mil clientes do MB possuem algum ativo digital de Renda Fixa em carteira.

No ranking global de crédito privado tokenizado da RWA.xyz, plataforma internacional de monitoramento do setor, o MB aparece na décima segunda posição. No mesmo levantamento, o volume de empréstimos tokenizados no mundo cresceu 94% no último ano, somando US$ 18,74 bilhões em ativos.

Mercado brasileiro de RWA cresce 121% em um ano

O desempenho do MB acompanha a expansão geral do mercado brasileiro de ativos tokenizados. Segundo a RWA Monitor, o total de emissões de RWA no país somou R$ 3,76 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 121% em relação aos R$ 1,70 bilhão do mesmo período de 2025.

Diferentemente do segmento de varejo, as emissões institucionais — reguladas pela Resolução CVM 160, voltada a ofertas de maior porte — cresceram 62% no período, passando de R$ 1,35 bilhão para R$ 2,19 bilhões. Juntos, os dois arcabouços regulatórios consolidam o Brasil como uma das principais praças globais de tokenização de ativos do mundo real, na avaliação de analistas do setor.

Tokenização global pode atingir US$ 9,4 trilhões até 2030

O avanço observado no Brasil acompanha uma tendência internacional. Em estudo divulgado pela Ripple em parceria com a Boston Consulting Group (BCG), o mercado global de ativos tokenizados deve crescer de US$ 0,6 trilhão atualmente para US$ 9,4 trilhões até 2030 e para US$ 18,9 trilhões até 2033 — uma taxa de crescimento anual composta de 53% no período.

Segundo o levantamento, instituições financeiras que já testam a tecnologia em fundos de mercado monetário, títulos corporativos e crédito privado — casos de companhias como BlackRock e JPMorgan — impulsionam essa expansão. O estudo também aponta marcos regulatórios mais claros em regiões como União Europeia, Suíça e Emirados Árabes Unidos como fatores que devem acelerar a adoção da tokenização nos próximos anos.


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