Operação Narco Fluxo da PF mira esquema de R$ 1,6 bilhão com criptomoedas

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar criptoativos para lavagem de dinheiro no Brasil e no exterior. Segundo a corporação, o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de um sistema complexo que incluía transações com moedas digitais, operações financeiras de alto valor e transporte de dinheiro em espécie.
Mais de 200 policiais federais, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, cumpriram 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5.ª Vara Federal de Santos (SP). As ações ocorreram simultaneamente em nove estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Entre os presos estão os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. MC Poze foi detido no Rio de Janeiro, enquanto MC Ryan foi preso em Bertioga, no litoral de São Paulo. Durante a operação, foram apreendidos dinheiro em espécie e itens de luxo, como relógios, bolsas de grife e carros importados.

Operação alcança Santa Catarina e interior paulista
Em Brusque, no Vale do Itajaí (SC), a PF cumpriu mandados como parte do desdobramento de investigações anteriores que identificaram o esquema de lavagem de dinheiro. Paralelamente, em Itupeva e Jundiaí, no interior de São Paulo, foram presas três pessoas que viviam em mansões localizadas em condomínios de alto padrão. De acordo com informações do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Campinas, um dos detidos é filho de um criminoso envolvido em diversos delitos, incluindo tráfico internacional.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos carros de luxo, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que deverão subsidiar o aprofundamento das investigações. Em Jundiaí, foram apreendidos cinco veículos, além de documentos relacionados às atividades do grupo.
Criptomoedas no centro do esquema de lavagem
As investigações revelaram que os envolvidos utilizavam um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores. Além das transações com criptoativos, o grupo realizava operações financeiras tradicionais de alto valor e transporte físico de dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento dos recursos.
A Justiça Federal também determinou medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e restrições societárias. O objetivo é interromper as atividades ilícitas e preservar recursos para eventual ressarcimento. Os suspeitos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal, que promete divulgar mais detalhes sobre o esquema nas próximas semanas.
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